Vampire Diaries

"Mas o orgulho ferido e o ciúme eram fortes demais e ele sabia que seu rosto estava tão rígido e inflexível quanto o de Damon.

- Não – disse ele. – Não podemos. Deve ser um ou outro, Katherine. Nunca a partilharei com ele."

A inefável vida de Péricles.

Morava ele em um bairro tranqüilo, cidade grande, mas bairro tranqüilo com cara de cidade do interior. E desde menino carregava fincada no peito uma faca. Por acidente tolo ela foi parar em seu peito, cravada.

Mas o entorno da lamina cicatrizou e os médicos acharam melhor não retirar o objeto, corria o risco de o garoto morrer. Com a faca no peito ele teria uma vida normal, retirá-la poderia cortar-lhe o coração. Havia apenas duas recomendações médicas; não jogar futebol, pelo risco de um tombo ou bolada na região periclitante. E nada de emoções muito fortes, a batida acelerada do coração poderia fazê-lo inchar e encontrar o fio da lâmina.

Todos no bairro já haviam se acostumado com aquilo.

Foi então que, aos 24 anos, ele a viu, linda de vestido curto e vermelho. Apaixonou-se no mesmo instante e um segundo depois morreu.

Pedro Nercessian

Balada do amor através das idades




Eu te gosto, você me gosta

desde tempos imemoriais.

Eu era grego, você troiana,

troiana mas não Helena.

Saí do cavalo de pau

para matar seu irmão.

Matei, brigamos, morremos.

Virei soldado romano,

perseguidor de cristãos.

Na porta da catacumba

encontrei-te novamente.

Mas quando vi você nua

caída na areia do circo

e o leão vinha vindo,

dei um pulo desesperado

e o leão comeu nós dois.

Depois fui pirata mouro,

flagelo da Tripolitânia.

Toquei fogo na fragata

onde você se escondia

da fúria de meu bergantim.

Mas quando ia te pegar

e te fazer minha escrava,

você fez o sinal-da-cruz

e rasgou o peito a punhal...

Me suicidei também.

Depois (tempos mais amenos)

fui cortesão de Versailles

espirituoso e devasso,

Você cismou de ser freira...

Pulei muro de convento

mas complicações políticas

nos levaram à guilhotina.

Hoje sou moço moderno,

remo, pulo, danço, boxo,

tenho dinheiro no banco.

Você é uma loura notável,

boxa, dança, pula, rema.

Seu pai é que não faz gosto.

Mas depois de mil peripécias,

eu, herói da Paramount,

te abraço, beijo e casamos.

(DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Obra Completa. RJ:José Aguilar, 1972)

Esperteza

Tenho vontade de
- ponhamos amar
por esporte uma loura
o espaço de um dia.

Certo me tornaria
brinquedo nas suas mãos.

Apanharia, sorriria
mas acabado o jogo
não seria mais joguete
seria eu mesmo.

E ela ficaria espantada
de ver um homem esperto.


Carlos Drummond de Andrade

Toada Do Amor

E o amor sempre nessa toada:
briga perdoa perdoa briga.
Não se deve xingar a vida,
a gente vive, depois esquece.
Só o amor volta para brigar,
para perdoar,
amor cachorro bandido trem.

Mas se não fosse ele, também
que graça que a vida tinha?

Mariquita, dá cá o pito,
no teu pito está o infinito.


Carlos Drummond de Andrade

Cantiga de Viúvo

A noite caiu na minh'alma,
fiquei triste sem querer.
Uma sombra veio vindo,
veio vindo, me abraçou.
Era a sombra de meu bem
que morreu há tanto tempo.

Me abraçou com tanto amor
me apertou com tanto fogo
me beijou, me consolou.

Depois riu devagarinho,
me disse adeus com a cabeça
e saiu. Fechou a porta.
Ouvi seus passos na escada.
Depois mais nada...
acabou.


Carlos Drummond de Andrade

Querido.

Eu não quero que você vá embora, meu querido. Eu preciso de você aqui do meu lado, me fazendo rir nas horas mais impróprias, entrando em situações constrangedoras comigo e, mesmo assim, estar sempre com um sorriso ao meu lado e me dando carinhos de surpresa.

Eu não quero que você vá embora, meu querido. Eu já fiz de tudo para tentar fazer com que você acredite o quão arrependida eu estou por ter feito aquelas coisas. Eu já fiz de tudo para tentar fazer com que você acreditasse em mim quando eu digo que é a ti quem eu venero, quem eu desejo, quem eu preciso.

Eu não quero que você vá embora, meu querido. Eu gosto de mostrar que eu não tenho vergonha de ti, que eu quero estar ao teu lado todo o tempo, que você me faz bem. Se hoje eu estou um pouco melhor do que o estado inaceitável que eu estava antes, você é o motivo.

Eu não quero que você vá embora, meu querido. Eu simplesmente não quero que você pegue aquele avião.
"Já era bem ruim quando ela estava fora de vista, quando sua mera existência o importunava, provocando a consciência. Mas estar no mesmo ambiente que ela na escola, sentir sua presença ali atrás, sentir a fragância inebriante da pele ao seu redor, era quase mais do que ele podia suportar.

Ele ouvira cada respiração suave que ela dera, sentira seu calor irradiando nas costas dele, sentira cada batida de sua doce pulsação."

"Agora, enquanto subia trôpego a escada principal da pensão, ele tentava não pensar nisso, e não pensar nela - na menina que tentara com seu calor, com sua vida. Era ela que ele verdadeiramente desejava, mas de agora em diante ele devia dar um fim a isso, devia matar quaisquer desses pensamentos antes que eles começassem. Para o bem dele e para o bem dela. Stefan poderia ser o pior pesadelo da menina e ela nem sabia disso".

Vampire Diaries.
E lá estavam eles, de novo, no mesmo dia, no mesmo canto. Porém, se eu descrevesse o cenário, pareceria outro: estava mais escuro, mais intenso, mais selvagem e, portanto, mais arriscado.

Depois de vários minutos, ela o interrompe. Não poderia mais continuar com aquilo, algo ruim provavelmente iria acontecer logo e eles precisavam diminuir o ritmo das coisas. Talvez, se deixasse para outro dia.. Mas aquela ligação definitivamente a havia assustado.

O silencio perturbador que havia se estabelecido foi quebrado.

- Não fique puto comigo..
- Eu nunca vou ficar puto contigo.
- Por que? - Ela perguntou indignada. Acredito que nunca ouvira essas palavras postas em uma mesma frase antes, seus ouvidos não estavam acostumados com aquilo.

A pergunta, aparentemente, foi retórica. Mesmo no escuro, ela conseguiu ver um sorriso se formando no rosto dele e sentiu suas mãos encostar em seu rosto, delicadamente, seguido de um beijo tão delicado quanto.

Nostalgia

Não, por mais que eu tentasse, não conseguiria me afastar daqueles dias. Uma mistura de calmaria e medo inocente de perder aqueles momentos não são as palavras mais exatas para descrever o que eu senti - é muito mais que isso, inexplicável gostosa sensação de não haver mais nada no mundo a não ser aquele momento.

Aquilo ficaria guardado para sempre, não tem como mudar esse fato, o que é bem reconfortante - saber que eu vou poder buscar em meus arquivos memoriais aqueles tempos e sentir nostalgia em dias de chuva como esses, por exemplo.

Sentiria, sim, uma espécie de dor interna ao ter essa nostalgia.. Dor a qual eu venho tentado fazer com que pare - por mais que digam que não. Mas, talvez, seja uma dor pela qual eu preciso passar, mesmo não querendo. Não há nada mais que eu possa fazer. Nem meus gritos saem mais - são abafados com um sorriso.

Gostaria que os tempos voltassem. Gostaria de mudar algumas coisas, de sentir menos medo de perder e ficar menos neurótica com isso. Entendo que as coisas não são assim. Amadurecer dói. Mudar, também. Meu sentimento não mudou, muito menos meu pensamento. Ainda sonho com as coisas pelas quais eu passei e gostaria de passar. Eu só mudei o jeito de administrar as coisas. Não posso ser egoísta.. Se é o melhor para ti, então, pode ser o melhor para mim, também.

Eu só - numa frase extremamente escrota de tão hipócrita que soa - não gostaria de vê-lo fazendo as mesmas coisas que eu. Não gostaria, odiaria. Queria ouvir que isso te incomoda assim como a mim.

E, não, nunca superará o que eu tenho por ti.

Carta de suicídio - Virgínia Woolf

No dia 28 de março de 1941, após ter um colapso nervoso Virginia suicidou-se. Ela vestiu um casaco, encheu seus bolsos com pedras e entrou no Rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só foi encontrado no dia 18 de abril.

Em seu último bilhete para o marido, Leonardo Woolf, Virginia escreveu:

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Querido,
Tenho certeza de estar ficando louca novamente. Sinto que não conseguiremos passar por novos tempos difíceis. E não quero revivê-los. Começo a escutar vozes e não consigo me concentrar. Portanto, estou fazendo o que me parece ser o melhor a se fazer. Você me deu muitas possibilidades de ser feliz. Você esteve presente como nenhum outro. Não creio que duas pessoas possam ser felizes convivendo com esta doença terrível. Não posso mais lutar. Sei que estarei tirando um peso de suas costas, pois, sem mim, você poderá trabalhar. E você vai, eu sei. Você vê, não consigo sequer escrever. Nem ler. Enfim, o que quero dizer é que é a você que eu devo toda minha felicidade. Você foi bom para mim, como ninguém poderia ter sido. Eu queria dizer isto - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, este alguém seria você. Tudo se foi para mim mas o que ficará é a certeza da sua bondade, sem igual. Não posso atrapalhar sua vida. Não mais. Não acredito que duas pessoas poderiam ter sido tão felizes quanto nós fomos.V.

O Quarto de Jacob - Cap I, Pág I

"Assim, naturalmente", escreveu Betty Flanders enfiando os saltos dos sapatos mais fundo na areia, "não havia nada a fazer senão partir".
Brotando lentamente do bico de sua pena de ouro, a pálida tinta azul dissolveu o ponto final; pois sua caneta parou ali; seus olhos tornaram-se fixos, lágrimas inundaram-nos devagar. A baía inteira oscilou; o farol cambaleou; e ela teve a ilusão de que o mastro do pequeno iate do sr. Connor se inclinava, como uma vela de cera ao sol. A sra. Flanders pestanejou depressa. Acidentes eram coisas terríveis. Piscou de novo. O mastro estava ereto; as ondas, regulares; o farol, em pé; mas o pingo de tinta se espalhara

(...)

"mas graças a Deus", rabiscou, ignorando o ponto final, "tudo parece satisfatoriamente arranjado, estamos empacotados como arenques numa barrica, e fomos obrigados a deixar de lado o carrinho de bebê, que naturalmente o senhor não quer permitir..."

Eram assim as cartas de Betty Flanders ao capitão Barfoot - cartas de muitas páginas, manchadas de lágrimas.

O Quarto de Jacob - Virginia Woolf

Pau que nasce torto nunca se endireita.


QUERO SALVAR O DIREITO!!

About a Girl (2)

Nome: Julia
Idade: 16

NAS ÚLTIMAS 24 HORAS ..

Você chorou?
Não
Ajudou alguém? Espero que sim..
Disse 'eu te amo'? Sim
Brigou com alguém? Não

E AGORA , FALE SINCERAMENTE ..

Falou ao telefone/com quem:
Sim, várias pessoas.
Abraçou alguém: Yeah. Lívia.
Se apaixonou: Todos os dias.
Um lugar: Europa.
Um desejo: Ser feliz.
Um ídolo: McFLY
Um arrependimento: Ter deixado tudo chegar a esse ponto.
Beijou: Nas últimas 24hrs? Não
É ciumento: Pra caralho!
Um sentimento: Amor
Um medo: Morte
Um dia: 29 de Maio.
Uma paixão: Dougie Poynter.
Um vício: Livros (ou tortas alemãs?)
Um mês: Janeiro
Uma amiga: Lívia
Uma boa ouvinte: Fernanda
Uma amizade que venceu o tempo: A de algumas pessoas da Barra, etc.
Uma estação: Inverno, definitivamente.
Um sonho: Conhecer os McFLY
Razões para sorrir: Meus amigos.
Eu devia ter mais: Paciência.
Eu devia ter menos: Ciúmes..
Eu tenho: A palheta do Dougie e o autógrafo dos meninos do McFLY.
Eu preciso: de alguém.
Me dói: the heart.
Eu acho: Fotografia um negócio fantástico.
Eu sinto: Amor.
Posso confiar: Nas minhas verdades.
Acredita no amor? Claro!
E na fidelidade? Sim.
Quer casar? Daqui a vários anos.
Quer ter filhos? Daqui a vários anos.
Uma pessoa que eternizará no seu coração: Todas aquelas que, de certa forma, influenciaram na minha vida de uma boa maneira. -t
Uma boa lembrança: Os shows que eu fui.
Um modo de ser: Carinhosa.
Um time: Flamengo!
As que se pode confiar: Fernanda, por exemplo, dentre outras.
Um fim: .

Vulnerabilidade.

Acha-se apaixonado por qualquer 'trouxa' que aparece em sua frente.
Faz as mesmas coisas que fazia.
Faz a mesma voz, a mesma cara.
Diz as mesmas coisas que dizia.
Tenta substituí-la.
Percebe que é impossível fazer isso.
Nova tática:
Procurar características que fazem você lembrar da outra.
Tenta transformá-la na outra.
Tentativa frustrada.
Percebe que é impossível fazer isso.
Então, você compara.
Faz comparações que te levam a crer que está em uma melhor.
'Pelo menos não fez isso'.
'Teria feito isso. Teria dito isso'.
'Gosta disso'.
'Faz assim'.
Quando quer falar com a outra, procura a nova.
Bela tática para tentar mudar.
Ela nunca vai falar contigo do mesmo modo que a outra fazia.
Percebe que é impossível fazer isso.
As roupas são diferentes.
O jeito de falar é diferente.
O jeito de pensar é diferente.
O jeito de andar é diferente.
O jeito de beijar é diferente.
O jeito que você pensa nela é diferente.
O jeito..
Diferente.
Começa a pensar que isso é até bom.
Não vai ficar se lembrando dela toda hora.
Até você comparar.
Percebe que é impossível não fazer isso.
Manda uma mensagem fofa.
Você se empolga.
O remetente tá errado.
Não é esse remetente que você queria.
Aquele remetente que você precisava.
'Esqueça. Já está em outra'.
Dizem aqueles que nunca devem ter gostado de alguém de verdade.
Se tivessem, saberiam que as coisas não são assim tão fáceis.
Se gostaram e conseguiram esquecer durante esse tempo, não gostavam tanto assim..
Ou se enganaram.
Eu queria poder me enganar.
Percebo que é impossível fazer isso.





*Vulnerável - que se encontra susceptível ou fragilizado numa determinada circunstância

Sorriso é inspiração.




- É o seu aniversário e eu que ganho presente.
- Que presente você ganhou?
- Eu te vi sorrir.

Saber. Fazer. Saber fazer. Sentir.

É engraçado como as pessoas são hipócritas.

"Não faça isso, de jeito nenhum!"
"Faz isso!"

Sendo que essas mesmas pessoas já passaram pelas mesmas situações e fizeram o oposto. Hoje eu entendo o "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço." Pura hipocrisia.

"É para o seu próprio bem.." - E o seu bem próprio? Aonde está?
Algumas dessas pessoas me dizem o que fazer e até hoje ainda fazem o que eu faço.

"São situações diferentes" - Mas o que sentimos é o mesmo, não? Você ainda fez coisas, por mais que eles dizem pra não fazer.
Mas, por que?

No fundo, você faz as coisas por acharem que, de alguma forma, elas farão algum efeito. Você age por impulso, tem uma recaída, manda uma sms, pergunta como está, quer saber como anda a vida da pessoa. Ninguém melhor do que você para saber o que é melhor. Conhece com quem você está lidando. Não é que você acredite que vá fazer total diferença, mas, definitivamente, fará pensar nem se for por um milésimo de segundo - sendo esses pensamentos positivos, ou não - mesmo que ocorra um certo arrependimento de ter feito, depois.

Sabe que você não é a única a se sentir assim. Sabe, mesmo. Verbo saber. Não é algo que colocaram em sua mente por pena ou algo em que acredita, em que tem esperanças. Você sente. Sabe. Ouviu da própria boca. Mesmo não sabendo o motivo exato, sabe que tem algo errado.

Não me faça ver a verdade, o que está acontecendo, o que já aconteceu. Eu morro por dentro, sozinha, só de pensar em possibilidades. Descobrir a impossibilidade é uma morte mais dolorosa, porém, talvez, mais rápida. Se desprender, assim, repentinamente, de algo que fazia parte da sua rotina, demora. Desculpem-me aqueles que não sabiam disso.

Hoje em dia, eu durmo mais. Coloco a culpa na doença mas, será que é a anemia que está me fazendo dormir, mesmo? Será que não sou eu que quero dormir, evitar pensar, evitar olhar, evitar achar a verdade - que está em impregnada em mim, só que não quero conversar sobre - nos meus pensamentos? Sonhar?

Hoje em dia, eu leio mais. Li um livro inteiro (só tinha lido as primeiras trinta páginas), hoje, em sala de aula. Gostei do livro, realmente. Mas por que eu não prestei atenção na aula? Fugir, provavelmente. Não faço isso desde que as férias acabaram.

Hoje em dia, brigo mais. Estou mais grossa com as pessoas (desconto nelas, provavelmente). Não deveria, eu sei.

Hoje em dia, eu choro mais.

"Você não tenta o bastante, de verdade!" - NÃO? Tento todos os dias, por mais que estas sejam tentativas frustradas. Ainda que, quase sempre, eu me sinto mal por estar tentando desse jeito. Há um outro, afinal? Acho que não. Bem, há. Mas não agora.

Assumo: sinto medo. Medo de perder aquilo que me fez bem. Aquela coisa sincera, gostosa de se ter - por mais difícil que ultimamente tem sido, por mais que cada vez mais eu a sinto como se fosse uma areia na palma da mão de uma criança na praia.

Assumo: sinto falta. Amo.
E sinto-me culpada por usar a boa vontade de outras pessoas quando eu não quero fazer o que proponho.

Assumo: Penso e grito com a possibilidade dela existir.

Smile Like You Mean It

E vivo assim, constantemente, como se eu estivesse em poder absoluto de uma droga. Ecstasy provavelmente - nos dá uma sensação de alegria, bem-estar, sedução e confiança durante um período de seis horas e sua "ressaca" começa 48 horas depois de ter engolido um único comprimido, onde se tem, em média, uma semana de pura depressão e insônia.

Alegro-me e me contagio em pensar que, a partir de agora, verei seu sorriso todos os dias - só essa imagem faz com que eu abra um. Sinto-me sedutora e como se ninguém pudesse me segurar quando estou falando contigo. Seis horas de euforia (onde meu organismo tem trabalho triplicado para me manter viva).

A constante depressão vem logo após, quando eu penso que não é esse o sorriso que eu queria que me contagiasse desse jeito. Não hoje. Nem amanhã. Não contagia, me engana. Sinto falta daquele sorriso que poucas pessoas tinham visto, aquele que um dia me disseste que era por minha causa. Durante esse tempo, o corpo tenta reorganizar a bagunça que o comprimido fez, levando dias para repor a plena produção dos neurônios e reestabelecê-los do curto-circuito sofrido.

Sigo, porém, assim, levando e trazendo sorrisos em minha mente e estampando-os em meu rosto numa tentativa de fazer os outros me mostrarem seus sorrisos - esperançosamente sinceros. Meu sorriso abafa o grito interior - ou pelo menos, tenta - me enganando e deixando que eu acredite na minha própria mentira - aquela que diz que eu não te quero mais.

We'll Have Halloween on Christmas

Querido Papai Noel,

Eu tentei me comportar durante esse ano: fiz amigos novos; tirei notas boas - algumas nem tanto; tentei não brigar com meus pais, apesar que, às vezes, tenha sido necessário; ajudei meus amigos quando eles precisaram; tentei melhorar problemas que alguns amigos meus tinham, como sociabilidade e sorrisos, por exemplo; disse 'eu te amo' e recebi de volta; fui à shows que eu idealizei; dançei; cantei; tirei o aparelho; mudei. O resto eu não preciso dizer porque eu sei que você estava me vendo o tempo todo.

Porém, eu sei que eu venho agido de modo estranho, ultimamente. Ando fazendo coisas que eu não faria, antigamente - isso pode ser bom, ou não. Não consigo mais dormir no horário que eu dormia - agora eu viro quase todas as noites - e não aguento mais acabar com a Torta Alemã que eu comia de olho grande, mesmo. Brigo sempre com minha mãe por ela me lembrar de fatos que eu tento esquecer. Acho que, às vezes, eu jogo o meu desespero, o meu grito, pra cima deles, meus pais. Coitados. Eles não mereciam isso, eu sei.

Eu tenho visto, também, que não sou só eu que venho agindo de modo estranho. As coisas que antes faziam sentido, já não fazem mais. Por que algumas pessoas simplesmente não aceitam a verdade? A verdade dói, eu sei. Ela precisa ser ouvida, de vez em quando...

- Não.

Querido Papai Noel,

Eu tenho amigos que não estão bem com algumas verdades. Queria poder saber como ajudá-los. Eu estou me preocupando com eles. Não são um, dois, amigos. São mais! É preocupante, mesmo. O que aconteceu com a gente, afinal? Todo mundo está diferente ou sou eu que estou vendo tudo de outro ponto de vista? Estava cega, antes? As coisas continuam as mesmas e eu que mudei? ...
- Também não.

Querido Papai Noel,


Eu queria que as coisas voltassem ao normal, onde todo mundo era feliz - ou faziam um esforço maior para serem e não, simplesmente, aceitavam as condições, não se conformavam - e ninguém sofria dos males sentimentais.


- Quase lá.

Querido Papai Noel,

Eu só queria tê-lo pra mim.



The Oc |V



Juro que é o último :(

The Oc III



Qualquer semelhança, é mera coincidência.

The Oc II



It's always been you. And Ive tried to fight it, and Ive tried to deny it, and I can't. I can't do it. You're undeniable.

The Oc

Saudade


E o nome martela em sua cabeça. Por mais que você tente libertá-lo, tirá-lo de sua mente, parece que o destino faz com que ele permaneça da mesma forma rápida e repentina que ele o colocou lá - sempre tem algo ou alguém infeliz que o faz lembrar do nome. Maldito destino. Maldito nome. Maldito pensamento iludido que faz com que você ache que algum dia o tirará de sua mente deste modo.

Você, na verdade, não quer tirá-lo mas parece que alguma coisa o força a achar que isso é certo. Felizmente, no fundo, você tem esperanças de que as coisas não precisam ser desse jeito, por mais que o mundo pareça gritar cada vez mais alto em seu ouvido que sim, tem que ser desse jeito. Começa, então, a se sentir cada vez menor. Você quer crescer, fazer algo, tomar uma atitude! Mas descobre que está pequeno e sem forças para isso.

- É o melhor pra você. - Eles dizem.

Quem eles pensam que são para lhe dizer um absurdo desses? Você está morrendo por dentro, não se reconhece mais quando se olha no espelho, e ainda dizem que isso é o melhor? É, definitivamente, não queira saber qual é o pior, então. Suas atitudes não correspondem ao que você era. Será que você está crescendo? Mas, como, se todo mundo ainda tenta lhe dizer o que fazer?

Tem algo errado, definitivamente. As pessoas acham isso. Você, também. Então, por que não se move? Parece que tem uma barreira transparente e fina que o impede disso. Ainda não descobriu quem, ou até mesmo como, a colocou lá. Você senta, cruza seus braços com suas pernas e fica lá, parado, olhando . Sabe que tem algo a ser feito mas, o que? É óbvio! Você, no fundo, sabe. O que te impede de agir, então? Medo, talvez.

A barreira, antes fina, começa a parecer engrossar e vir contra a sua direção, fazendo com que você fique preso entre a parede e o vidro. A falta de ar e a pressão são fatores claramente observados na cena. Não, balance a cabeça, agora, e delete esse pensamento - ela continua lá, fina, aguardando o seu movimento, por enquanto.

- Aja, por favor. - Você ouve alguém pedindo e chora.

Acho que isso se chama saudade.

Equação.




Aproveitando o clima de volta às aulas:

Problemas familiares + Problemas interiores = x
Ache o X.


Tendo problemas em casa. É bom, eu me esqueço dos meus problemas interiores.


Ou não.

E, no dia 2 de abril de 2009, surgiu um texto.


















As vezes eu sinto uma vontade de lhe escrever um texto bonito. Talvez até um depoimento eu poderia fazer. Mas depois eu penso.. Será que esses meros textos, aqueles, que eu faço pensando em você.. Será que eles fariam alguma diferença? Não seriam textos com palavras difícieis e com uma estrutura que me lembram o que eu estou estudando em literatura. Seriam apenas textos. Textos com frases de músicas, textos, se é que eu posso dizer, até bem clichês e, sinceramente, eu não acredito que clichês lhe agradam. Eu colocaria alguma coisa assim: "Cause our lips,
Can touch.
And our cheeks,
Can brush.
Our lips can touch,
Here.

Where you are the one, the one, that lies close to me.
Whispers, "Hello, I miss you quite terribly."
I fell in love, in love, with you suddenly.
Now there's no place else, I could be, but, here in your arms.

I like
Where you sleep
When you sleep
Next to me
I like
Where you sleep
Here."
Mas eu não saberei se você estaria entendendo o que eu quero lhe dizer. Não é que eu esteja apaixonada ou alguma coisa assim (ainda é muito cedo para dizer isso). Mas é que cada passo que você dá, cada olhar, cada pensamento que me levam a outros lugares, fazem com que eu tenha essa sede de te conhecer cada vez mais. Você me intriga. Seu jeito de olhar em meus olhos por tanto tempo, coisa que (acredito eu) ninguém tenha feito antes, sua forma de me abraçar.. Enfim, isso me lembrou que eu colocaria outra parte de uma outra música: "Tell me im special even when im not". Bem, eu gosto e MUITO quando você diz que eu sou capaz, gosto também quando você consegue ver em mim coisas que poucas pessoas tem sensibilidade o suficiente para ver, assim como você me diz que se sente muito confortável comigo e eu faço com que você demonstre um lado seu que ninguém jamais viu e eu gosto quando você percebe que quando eu digo 'enfim' significa que eu não cheguei a lugar nenhum. Poderia lhe dizer o quanto eu gosto quando você se interessa pelo o que eu estou pensando, o quanto eu gosto quando você me ouve e presta atenção e o quanto eu gosto do jeito misterioso que você tem. Novamente, torno a cantar aquela frase anterior. Mas eu sei que não sou eu que estou em sua mente, eu sei que não é em mim em quem você pensa quando lhe perguntam sobre uma garota, eu sei.. Eu realmente gostaria muito de te ver feliz e ainda assim..
Bem, eu parei para pensar e perdi o rumo. E ainda assim.. Ainda assim.. Enfim.. (Lá vou eu com o 'enfim' de novo) Muito obrigada por me tornar uma pessoa melhor, muito obrigada por ver um lado meu e conseguir com que eu o exponha, um lado que poucas pessoas tinham visto. Muito obrigada pelas palavras. As coisas sem você, mesmo que apenas por perto, tem um ar completamente diferente, uma atmosfera na qual eu desacostumei a ficar sem. Muito obrigada. Enfim.. Será que eles fariam alguma diferença?

Click



É, talvez eu também esteja em Modo Automático.

Sem Ar











E, aos poucos, ela percebia que não estava mais tão forte. Antes, aquelas imagens dos fatos mais importantes de sua vida passando em sua mente como se fosse um filme faziam mais sentido.
- O que está acontecendo? - Ela questionou para si mesma, tentando não expressar, de forma alguma, que havia percebido a mudança repentina. Ela não tinha o hábito de questionar-se o por quê das coisas.
Sem nenhum movimento brusco, por medo dele perceber, conseguiu dar um breve suspiro. Era um alívio para quem havia passado minutos no desespero, tendo, cada vez mais, tentativas fracassadas de fuga - ela se debatia mas,quanto mais ela tentava, mais fraca e perto de cair desmaiada no chão imundo e meio úmido nos cantos daquele lugar, ela ficava. Percebeu, então, o cheiro - não que ela não havia respirado antes, ao chegar naquele salão vazio que tinha apenas o espaço da televisão sendo preenchido no chão.. É que agora, ela sentia prazer ao fazer isso. O cheiro, definitivamente, não era o mais agradável de todos mas, para ela, era tão satisfatório quanto o cheiro do bolo de cenoura com cobertura de chocolate de sua avó acabando de sair do forno.
Ele a fitava nos olhos. Com medo, ela desviou o olhar para as paredes brancas e sujas. Imaginou o que aquele lugar poderia ter sido antes de se transformar naquilo. Se deu conta que não lembrava mais como havia parado alí. Os minutos em que estava presa naquele lugar pareciam horas, se não semanas. Por quanto tempo estava alí? A última coisa que se lembrava de ter feito era um lanche na casa da avó com sua prima, na parte da tarde.
O sinal da televisão estava ruim mas o volume parecia estar no máximo - provavelmente para abafar e fazer com que ninguém ouvisse seus gritos desesperados de socorro. Quanto mais ela gritava, parecia que mais abafado o som ficava. Ouvia passos do lado de fora do salão. Imaginou, então, que aquilo poderia ter sido o estúdio de alguma banda frustrada, com paredes que abafam o som.
- Ele é esperto - Pensou.
Ela não conseguia ver seu rosto por causa da iluminação de merda que aquele lugar tinha. A única coisa que salvava era a iluminação da televisão que, por acaso, não adiantava nada. Por fim, ouviu-se um estouro e um clarão. Tentou ver o rosto dele - sabia que era homem por causa de sua força e espessura da mão - mas ela teve a sensação de estar cega depois daquela luz, não obtendo resultados positivos em sua tentativa. Quando a claridade acabou, levou com ela toda a luz que ainda restava do lugar, deixando-os completamente no breu. Ele não havia dito uma palavra, até agora:
- É isso.
Sua voz era grossa e tinha um tom de desespero, de pena. Sentiu que seus últimos momentos estavam chegando - voltara a não conseguir mais respirar. Seus olhos foram se fechando involuntariamente e os barulhos, que antes pareciam os mais altos e irritantes possíveis, foram ficando mais baixos. As imagens de sua vida voltaram a passar em sua mente.

Acordou. Estava deitada. Achou que estava dentro de um caixão - escuro e com falta de ar. Olhou, então, para o lado e viu uma luz. Esfregou os olhos na tentativa de poder enxergar melhor e descobriu que era apenas o despertador de seu quarto, marcando três horas da manhã. Todas as noites eram assim: esse mesmo sonho a assombrava fazia semanas. Sempre acordava na mesma hora e nunca conseguia passar dessa parte do pesadelo, sem saber quem era ele e o que acontecia depois.
Sem aguentar mais essa rotina desesperadora em que tinha medo de deitar-se e dormir, na noite seguinte, ela ligou para um de seus companheiros de faculdade. Conversaram durante horas sobre os mais variados assuntos. Ao desligar seu telefone, deu uma última olhada no despertador e viu que já havia passado a hora e estava quase amanhecendo. Deitou-se em seu travesseiro, fechou os olhos e dormiu. Fazia tempo que ela não dormia daquele jeito, sentindo, finalmente, que o pesadelo estava terminando e que, enfim, as coisas poderiam, talvez, voltariam ao normal, ao que era antes.

Dica.

Chega uma hora em que não se sabe mais o que fazer; o que dizer; para quem dizer; o que tentar. Para conseguir organizar as idéias, alguns de nós recorrem aos amigos. Essa concepção que as pessoas tem sobre o que é o certo e o errado é completamente variável. Não culpe, não julgue. Uma pessoa não está traindo a sua amizade por achar que o seu comportamento não está sendo um dos melhores e tentar lhe ajudar a mudar isso, para o seu próprio bem.

Post pequeno, sim. Mas eu só quero passar essa mensagem, mesmo.

Não sendo.

E eu (re)começo hoje a escrever aqui. Minha última atualização havia sido em 2007 e, sinceramente, não suporto mais olhar para aquele texto e sentir aquela nostalgia barata que eu sempre sinto quando o leio. Sinto saudades, não nego. Mas o fato pelo qual eu sinto falta é irrelevante agora.

Arrependimentos. Arrepender. Arrepender-se.
Pelo dicionário:
1-lamentar um acto praticado
2-voltar com a palavra atrás

Mentem aquelas pessoas que dizem que não se arrependem daquilo que fizeram, mas daquilo que não fizeram. Ok, muitos fizeram em uma frase só. Mas no momento eu não consigo achar uma outra palavra, uma outra expressão, uma outra frase. Não digo que estou arrependida (pois eu realmente não estou). Digo, porém, que sinto que você sente algum certo arrependimento.

"É uma regra?" Digo que eu tenho as minhas mas eu não consigo descobrir as suas.
"Sou uma exceção? Você se arrepende? O que passa pela sua mente? Ou melhor, QUEM passa pela sua mente? Sou eu? Ela?" São apenas algumas perguntas que passam pela minha cabeça. Mas se desfazem com a mesma rapidez que vieram. Tenho medo das respostas. Elas provavelmente só me farão mal. PROVAVELMENTE.

Qual é o seu medo? Qual é a sua vergonha? E, novamente eu torno a perguntar: Qual é o seu arrependimento, meu amor?

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